Formatura – 54º CEPE: Saudação do coordenador do 54º CEPE da ADESG/SP
- baffinig
- 27 de jul.
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Dois anos antes de coordenar o 55º CEPE, Gerson Baffini, hoje sócio-fundador da dZ4b, já vivia essa mesma missão à frente do 54º Ciclo de Estudos em Política e Estratégia da ADESG/SP, encerrado em dezembro de 2011. No discurso de encerramento, diante do Delegado da ADESG no Estado de São Paulo, Dr. Adauto Rocchetto, do General de Exército Oswaldo Muniz Oliva e dos estagiários concludentes, Baffini optou por não fazer um discurso de despedida convencional. Preferiu propor um exercício intelectual simples: falar sobre "todos nós".
Ele descreveu a coordenação daquele grupo, formado por civis das mais variadas profissões, militares e policiais, como um aprendizado que nenhuma palavra conseguiria traduzir por completo. E, tocado pela memória de seus dias de soldado no Solar dos Andradas, construiu o discurso em torno de uma sequência de reflexões sobre o individual e o coletivo, quase como um poema de gestão: enquanto o eu for maior que o nós, o eu não será nada para todos. Enquanto os objetivos pessoais forem maiores e não complementares aos objetivos comuns, todos estarão perdendo.
A ideia central atravessa o discurso inteiro: só quando o eu e o outro trabalham como parte de um nós é que o bem comum se torna possível. Só quando o nós se torna importante para todos é que o eu e o outro são de fato reconhecidos. Baffini resume essa missão como o espírito da própria ADESG, viver em pensamento e ação com a consciência voltada ao bem comum, contribuindo para o desenvolvimento do país com paz social e união entre os cidadãos.
Ele encerra agradecendo o convívio com os estagiários e reconhecendo o esforço de voluntários e funcionários que tornaram possível conduzir o ciclo até aquela cerimônia, deixando um recado de otimismo sobre o potencial do Brasil, condicionado ao fortalecimento do moral nacional e da vontade coletiva.
É curioso notar como esse discurso de 2011 dialoga diretamente com ideias que Baffini viria a desenvolver anos depois, como no artigo sobre anarquia organizacional, em que ele defende que o ego não tem espaço em ambientes que buscam resultados transformadores. A convicção de que o coletivo supera o individual não é um conceito adotado depois, para uso profissional. É um princípio que já orientava sua atuação como liderança muito antes da dZ4b existir.




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